Neuroarquitetura e Biofilia

 

Neurociência

Consiste na área da ciência que visa estudar a estrutura, o funcionamento, o desenvolvimento e as eventuais alterações no sistema nervoso. A neurociência é dividia em 5 (cinco) campos principais de estudo:

  • Neurofisiologia

  • Neuroanatomia

  • Neuropsicologia

  • Neurociência Comportamental

  • Neurociência Cognitiva

Neuroarquitetura e Neurourbanismo

A neuroarquitetura compreende o estudo multidisciplinar da relação entre neurociência e a influência que o espaço construído tem sobre o cérebro humano. Tal ciência pressupõe que o ambiente influencia de forma direta nos padrões (mais primitivos) e universais de funcionamento do cérebro, que foram sendo moldados ao longo da evolução.

Relacionando-se à psicologia ambiental, a neuroarquitetura, por meio dos estudos, entre outros, do Campo Sensorial (sensações e emoções), do Campo Cognitivo (o que o indivíduo conhece do mundo, experiências vividas, conhecimento adquirido e crenças pessoais) e do Campo Comportamental (tradução dos comportamentos), trabalha para analisar e fomentar a gama sensorial dos indivíduos em um ambiente e como consequência, haverá uma resposta comportamental para tal. 

O neurourbanismo se mescla à neuroarquitetura, já que ambos referem-se ao espaço construído. Contudo, diferentemente de atingir o foco apenas na edificação, no neurourbanismo o que se analisa é a cidade como um todo. Qual a relação daquele indivíduo para com a cidade?

Na neuroarquitetura, aplica-se conceitos de design biofílico (diretriz direta ou indireta), Teoria da Empatia, do framing (enquadrar uma situação – normalmente comportamental), do nudging (“empurrão” – entrega uma informação através de projeto com indícios, não diretamente) e do priming (dá ao usuário uma sequência de estímulos para que ele seja convidado a exercer um determinado comportamento). Um dos tópicos bastantes utilizados nela, para aumentar a gama sensorial, é o emprego de iluminação, design sinuoso, cores, formas, texturas, odores e iluminação.

Biofilia

A palavra "filia" origina-se do grego e significa "folha"/"relativo à folha". No português, o sufixo "filia" designa o desejo, atração, afeição, empatia a algo.

Biofilia equivale então no desejo, atração, afeição e empatia àquilo que é natural, que é vivo. O termo foi popularizado após a publicação em 1984 do livro de mesmo nome pelo biólogo estadunidense Edward Osborne Wilson.

Wilson "descreve a biofilia como uma tendência natural a voltarmos nossa atenção às coisas vivas" e defende "que os seres humanos têm uma ligação emocional inata com outros organismos vivos e com a natureza. O termo inato é usado para significar que essa ligação emocional deve estar nos nossos genes, ou seja, tornou-se hereditária, provavelmente porque 99% da história da humanidade não se desenvolveu nas cidades mas em convivência íntima com a natureza". 

As cidades biofílicas apresentam as seguintes características:

  • ​Parques e praças com flora e fauna nativa que incentivam o cidadão a permanecer no espaço aberto (desfrutar aquilo que é natural) e a se socializar com diferentes narrativas;

  • Ambientes internos e externos multissensoriais (presença de elementos que fomentam a gama dos sentidos – olfato, paladar, tato, visão, audição e emocionais);

  • Possibilitam a educação, o conhecimento da biologia entre outros;

  • Incentivam a preservação do meio ambiente e ao convívio;

  • Áreas permeáveis, limpas, arborizadas;

  • Flores e árvores frutíferas nativas;

  • Paredes verdes e jardins verticais;

  • Edificações com terraço-jardim;

  • Agricultura urbana;

  • Calçadas verdes;

  • Arte

[FONTES: Ecycle | Casa e Jardim | Casa Vogue | ArchDaily | IPOG | Archademy]